Post especial por Pedro Drable.
Eu me sinto frustrado comigo mesmo. Não com as escolhas que eu fiz, ou com a faculdade que cursei, mas com o quanto eu sou bom de verdade nas coisas que faço ou sonho em fazer, como criação publicitária, música, literatura, game design, programação e outros. Sim, eu quero ser muitas coisas. E acabo não sendo quase nenhuma.
Mas a verdade é que, se você tem mais ou menos a minha idade (vinte e poucos anos), é bem provável que também se sinta assim. Por quê?
Bom, parte disso é culpa dos seus pais. Somos a conhecida Geração Y (já citada no meu post anterior), que cresceu em um ambiente de superproteção, onde as necessidades e desejos das crianças eram priorizados em detrimento de uma hierarquia familiar rígida, que criou nossos pais e avós. Esse ambiente nos ensinou desde cedo que nossas vontades são soberanas e nossas capacidades são infinitas. Além disso, somos a primeira geração a nascer quase que automaticamente integrada às “novas” formas de comunicação, como televisão, celulares e nossa querida internet. Resultado: temos muita auto-estima e uma capacidade absurda para executar múltiplas funções. Pra virar o caos, é só somar a parte que seus pais não têm (quase) nenhuma influência: excesso de informação.
Não sei a fonte da expressão, mas o fato é que vivemos na Era da Superinformação. Isso quer dizer que temos uma infinidade de conteúdo informacional disponível. Um volume de tamanho tão grande e avassalador que finalmente nos deixa sem saber nada. No entanto, fomos programados para mergulhar nessa massa de informação e agarrar aquilo que queremos, o que acaba não saindo como planejado. Para dar um exemplo, no meu caso isso se traduz em tocar bateria, guitarra e ukulele (terrivelmente mal) e fazer cursos de italiano, francês e japones (seis meses cada, todos devidamente esquecidos). Isso sem contar a centena de blogs e sites que acompanho diariamente. Apesar da nossa suposta “vontade de aprender e crescer” ser infinita, nossa capacidade de absorver multiplos conteúdos não é. E hoje, o que mais existe no mundo é informação brigando pela sua atenção.
Informação demais. Aí está a origem daquele sentimento que tira o seu (ou o meu) sono de noite, fazendo você se perguntar por que ainda não faz as coisas que sabe que poderia fazer. Quando vai começar a ler aquele livro. Por que ainda não baixou aquele filme. Como vai terminar aquele texto.
A grande verdade é que eu não sei como vou terminar esse texto. Que dirá como vou dar conta de fazer tudo que eu quero fazer. Mas o melhor a fazer agora é (tentar) dormir. Afinal, eu não sou um robô. Ainda.
Pra ver mais textos do Pedro é só clicar aqui.
(Pronto, Pedrable. Agora não falta mais pedaço no post.)

















