Eu gosto muito de marketing esportivo e suas várias possibilidades de resultado para todos os envolvidos. É uma pena aqui no Brasil as empresas não saberem aproveitar essa oportunidade e principalmente, é uma tristeza nossos clubes ainda viverem na idade da pedra quando se fala em marketing.
Aqui ainda temos o problema do perfil do torcedor. Na Europa temos times com 7 milhões de consumidores, não são apenas torcedores, são público alvo dos vários produtos oferecidos pelo clube e por isso geram receita. Aqui no Brasil temos times com mais de 20 milhões de torcedores que vão na geral, comem fora do estádio e não se importam em usar uma camisa falsificada. Muitos torcedores, pouquíssimos consumidores.
Mas nem tudo são trevas no mundo do esporte, a evolução está acontecendo e às vezes aparecem coisas inusitadas bem perto da nossa realidade, como é o caso do Racing da Argentina. O novo patrocinador não fará exposição de sua marca na camisa do time. Loucura ou marketing esportivo da melhor qualidade?
Leia o texto abaixo copiado na íntegra do site maquinadoesporte e entenda essa novidade.

Novo patrocínio “limpa” camisa do Racing
POR GUILHERME COSTA
Lançada oficialmente na última quinta-feira, a nova camisa do Racing, da Argentina, tem uma grande novidade. O clube vendeu a cota máster de patrocínio para o Banco Hipotecario Nacional, oriundo do mesmo país. E a empresa, que não revelou o valor investido para comprar espaço no uniforme da equipe, optou por não expor sua marca.
A justificativa da instituição financeira será uma das bases da comunicação do novo patrocínio. “Nós devolvemos a camisa à torcida” é o slogan que o banco vai trabalhar nas ações relacionadas ao Racing.
Mais do que a discussão sobre o banco comprar um espaço e não usá-lo, porém, a medida aquece um debate sobre os limites de uma cota máster de patrocínio. Será que a exposição na mídia é a única forma que as empresas encontram para obter retorno de um investimento desse porte? A despeito de o mercado brasileiro ainda ter a veiculação da marca como carro-chefe dos contratos e das negociações, o Racing serve como exemplo de que outros caminhos são possíveis.
“Arrisco dizer que tirar a marca da camisa é uma jogada pensada de marketing. Seguramente, virá toda uma campanha depois para reforçar essa posição. A visibilidade ainda é essencial, mas existem formas e formas de obter essa visibilidade”, explicou Rafael Plastina, diretor de marketing da Informídia Pesquisas Esportivas, empresa especializada em levantamentos sobre exposição de marca no esporte.
A história sobre o início da negociação entre o banco e o » Read the rest of the entry..