A Associação dos Profissionais de Propaganda de Uberlândia (MG) realiza anualmente uma feijoada que tem como principal objetivo encontrar pessoas e conhecer gente nova. São convidados profissionais de todos os segmentos envolvidos com a propaganda, desde agências, clientes e fornecedores até estudantes.
Todos os anos, a APP convida uma agência diferente para criar a campanha do evento. 2010 foi a vez da agência Sic assumir o comando de todo o material. O briefing é interessante porque é uma campanha que tem como público as mesmas pessoas que a estão criando. Ou seja: é divertido.
Durante o brainstorm, chegou-se a conclusão de que o que todo publicitário faz é comentar campanha alheia. Nada mais óbvio. Um vendedor de carros observa os lançamentos da concessionária ao lado, uma cabeleireira fica de olho no salão da outra. Há os que fazem vista grossa, ou gostam de dizer que os outros publicitários comentam, mas eles não. Bobagem, esses são os que mais falam e dão agulhadas gratuitas mundo afora.
Quando cruzou-se o objetivo do evento (fazer com que pessoas falem umas com as outras) com o assunto preferido dos publicitários (campanha alheia), o conceito da campanha estava pronto: chupadas!
A criação foi inteira baseada em ideias já existentes e utilizou como modelos alguns profissionais de propaganda da cidade. Tudo na maior cara de pau. Anúncios clássicos, filmes inesquecíveis e embalagens consagradas. Cópias pra gerarem assunto. Os comentários surgiram logo que a campanha foi pra internet. Desde gente tendo dúvidas se era realmente boa até alguns dizendo que a agência foi meio preguiçosa ao criar com ideia dos outros.
A campanha recebeu uma série de elogios e outra série de críticas. O que na verdade foi extremamente positivo, afinal o objetivo era simplesmente criar assunto. Deu certo. O evento acontece amanhã (sábado, 24 de julho) e as camisetas já estão praticamente esgotadas.
A ideia original do roteiro era uma cópia do filme ‘Pipoca com Guaraná’. Foi pedida autorização dos autores do original. A autorização de uso não foi dada e foi então necessário fazer uma versão censurada, que você vê na sequência.
Clique do Diogo Borges, da R&B Propaganda
Clique do Rogério Fonseca, da Diferi
A Ogilvy Brasil criou uma ação com altíssimo poder de viralização pra reforçar o conceito “Have it your way” do Burger King. Como todo mundo sabe, os sanduíches Whopper podem ser feitos do jeito do cliente. Ele tira e põe / põe e tira (ai Maria!) o que quiser na hora do pedido. O vídeo que soltaram na internet mostra a surpresa dos clientes com o nível de personalização a que chegou o pedido deles. Como de praxe, não vou contar o que fizeram. Dá uma assistida que você entende!
Dica do departamento de mídia da Sic, via Vanessa Guimarães.

A marca de bananas Chiquita não é a coisa mais popular no Brasil, mas fora daqui é como a Maizena das bananas. É a marca mais lembrada do segmento e sinônimo de um monte de coisas boas. O selo adesivo que vem colado nas frutas é clássico e faz parte do dia-a-dia de donas de casa gringas desde sempre. Mas como em água parada dá dengue, a marca resolveu dar uma sacudida pra chamar atenção. Foi então que o designer DJ Neff (também achei estranho designer com nome de DJ…) recebeu em suas mãos um briefing beeeeem livre: “temos que deixar as bananas Chiquita mais cool”. Pronto, era tudo o que ele e sua equipe precisavam pra criar uma série de ações simples pra deixar a banana mais divertida (ui maria!).

Todas essas imagens eu peguei de uma entrevista do designer que vi no Design Related. Pra quem entende inglês, é mega recomendável ler toda entrevista aqui. Se você quer mesmo é ter uma boa diversão visual, ver todas peças clicando em LER MAIS é uma excelente pedida!
Copiado e traduzido porcamente do toxel.com.
Bolsas de chá que se parecem com cigarros. É só mergulhar na xícara de água quente, o “filtro” agirá como um dispositivo de flutuação. Em vez de tabaco, os cigarros têm folhas de chá!
Eu achei nojento.
Embalagens de chá com “braços” de papel para fixá-las nas laterais.
Pequenos barcos de papel anexado aos saquinhos de chá. » Read the rest of the entry..

Olha que legal essa loja de doces em Barcelona, a Happy Pills vende balas com embalagens de remédio.
UPDATE - Uma pergunta que sempre faço aos meus alunos quando falo desse case: A estratégia dessa loja está focada em qual P (4 P’s – Preço, Praça, Produto e Promoção)? Deixe sua resposta nos comentários.
O texto abaixo é do site No Varejo e a dica é da Leitora Francielle.
Tem pílula contra a “insuportável luz da vida”, “as segundas-feiras” e contra “as tradições ultrapassadas”. Bom, se não cura, pelo menos adoça a boca. A Happy Pills, uma portinha apertada entre dois prédios na rua Avinguda del Portal de l´Angel, poderia ser facilmente ignorada, não fosse o bafafá que turistas e “doces-maníacos” fazem na porta.
A aposta da loja é no design e no diferente. É mais um caso exemplar de como pegar algo totalmente convencional, dar um tratamento inusitado, e criar algo novo. As balas da Happy Pills são aquelas mesmas que vemos aqui no Brasil naquelas lojas que as vendem por quilo. A diferença está na apresentação, que puxa pelo bom-humor (negro). A começar pelo próprio ponto-de-venda.
A loja mais parece uma farmácia. Na parede, uma infinidade de balas coloridas podem ser escolhidas pelo doente num exercício açucarado de automedicação: ele mesmo escolhe para qual mazela deseja tratamento, se “males de amor”, contra o “envelhecimento da amizade”, entre muitas outras opções.
Depois é só embalar as balinhas. Aliás, as embalagens são um capítulo à parte. Iguaizinhas às de remédio, elas são difíceis de serem jogadas fora depois de vazias. Cada uma leva no rótulo a prescrição e acompanha uma bula – nas versões inglês e espanhol. » Read the rest of the entry..