Arquivos da Categoria 'Cinema'

A mente de Tarantino.

quarta-feira, 11 de abril de 2007 por Vinícius Macarrão

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Que o cinema nacional está cada vez melhor, ainda que dê as suas inúmeras escorregadas, todos nós já sabemos. Quem diz que não, faça o favor de assistir o Canal Brasil para ver pérolas como O Homem de Itú, que consegue ser do mesmo nível de Xuxa e os Duendes no quesito “desligue isso antes que meu cérebro derreta”. Mesmo que os roteiros e atuações não tenham sempre um bom nível, pelo menos as produções andam surpreendendo bastante. Mas este post não vem falar do cinema nacional tradicional e sim de um curta que deu o que falar na internet.

Estamos nos referindo ao engraçadíssimo Tarantino’s Mind, protagonizado pelos excelentes Selton Mello e Seu Jorge. O filme, que tem apenas 15 minutos de duração, não passa de uma única cena em que dois malucos tecem uma mega teoria de que Tarantino na verdade está nos contando uma única grande história desde o início da sua carreira. (more…)

300: versão papel.

quarta-feira, 11 de abril de 2007 por Renato Bontempo

300 HQ

Calma que ainda não esgotamos o assunto “300”. Depois desse furacão de informações sobre o filme, quem não sabia ficou sabendo que o filme do diretor Zack Snyder é proveniente de uma graphic novel (nome chique de revista em quadrinhos para adultos) do Frank Miller. E é sobre esse o ponto que quero falar, muitos ainda não conhecem a história de “300” na versão papel.

Foi lançado no Brasil uma edição muito bacana de capa dura com material de primeira linha (veja aqui). Você que é fã de HQ tem a obrigação de ter um exemplar ou ainda se o seu primeiro contato com “300” foi no cinema, seria bom ler a obra impressa que é praticamente o Story Board do filme. Com certeza você vai ficar mais fã do Zack Snyder que conseguiu levar para as telas do cinema a energia dos quadrinhos.

Antes de comprar você pode dar uma olhada na HQ disponibilizada para download pelo blog Sedentário. Clique aqui para baixar.

Para ver os arquivos “.cbr” (arquivos de HQ) é preciso instalar o Cdisplay.

Divirta-se com essa excelente leitura.

Cinema e teatro não são a mesma coisa.

domingo, 8 de abril de 2007 por Henrique Damião

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Toda metrópole mundial abriga sucessos no teatro. Seja Nova York com seus musicais, Londres com suas montagens gigantescas ou São Paulo com comédias que lotam teatros com o mesmo roteiro há mais de 20 anos. Produtoras de cinema pegam carona no sucesso dos palcos e fazem adaptações. Hollywood já fez isso com Moulin Rouge, Chicago e Fantasma da Ópera. São blockbusters que merecem respeito pela grandiosidade da produção. Acabaram se tornando entretenimento de qualidade, mesmo que possam não parecer tão inteligentes como suas versões teatrais. (more…)

300 está longe de ser 10.

quarta-feira, 4 de abril de 2007 por Colaboradores

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Post especial por HENRIQUE JÁBALI
Cinéfilo e Publicitário

Há 4 anos, quando fui entrevistado por uma revista em Minas Gerais, uma das
perguntas era: “quais são seus ídolos atuais?” Um dos primeiros da minha lista era Frank Miller. Estava no mesmo patamar do Tarantino, se não me engano. E junto com meus músicos de cabeceira. Isso tem tudo a ver com o que vou escrever aqui. Desde Ronin, em 1988, eu leio e tenho quase tudo de Frank Miller. O belíssimo 300 comprei em 1999, quando foi lançado nos Estados Unidos em edição capa dura, a mesma e cuidadosa edição que só agora, com 8 anos de
defasagem, saiu no Brasil (uma edição vagabunda, gibizinho, formatinho ou correlatos já tinha saído, dividindo a graphic novel em 3 ou 4 partes).
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‘Stranger than Fiction’ e sua abertura.

quinta-feira, 15 de março de 2007 por Henrique Damião

O esperado filme drigido por Marc Forster e estrelado por Will Ferrell narra a história de Harold Crick. Um cobrador de impostos solitário que começa a ficar maluco quando percebe que sua vida passa a ser narrada por uma voz feminia estranha, que só ele escuta. Quem narra tudo isso é escritora Kay Eiffel, interpretada por Emma Thompson, que luta para terminar o que pode se tornar seu melhor livro. O detalhe é que ela sempre escreve romances trágicos. O dilema do filme é esse: um personagem desesperado para encontrar seu autor e conseguir mudar seu destino, que provavelmente será trágico.

Críticos já dizem que esta é a melhor atuação de Will Ferrel e que o filme é bastante divertido. O que você não deveria duvidar. Mas não é só por isso que ele entra hoje no Bicho de Goiaba. A abertura do filme é um capítulo a parte e referência que merece ser vista. Para um leigo seria apenas mais uma abertura com letrinhas, mas veja só o trabalho de 19 meses da MK12 com os caracteres. É incrível a perfeição e o cuidado com os letterings. Direção de arte que precisa urgentemente ser usada como referência criativa, então… enjoy the show.

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Para assistir em widescreen clique aqui. (more…)

Clássico Speed Racer volta em 2008.

quarta-feira, 14 de março de 2007 por Henrique Damião

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Vem aí o filme que meu pai adoraria assistir: Speed Racer! Ao contrário do esperado, o filme será feito em live action e não em desenho animado, o que nos deixaria com um pouco de medo do resultado se o projeto não estivesse na mão de gigantes como Warner Bros. O desenho foi um clássico dos anos 60 e mostrava as aventuras de Speed a bordo de seu Mach 5. Quero só ver o resultado disso! Abaixo a matéria completa.

O filme live-action (com atores) baseado no clássico desenho animadoSpeed Racer já tem uma data de lançamento confirmada: 9 de maio de 2008, duas semanas antes do que tinha sido previamente anunciado. A idéia é fazer um lançamento simultâneo também em diversos mercados internacionais. O anúncio foi feito por Dan Fellman, presidente de distribuição doméstica da Warner Bros. Pictures, e Veronika Kwan-Rubinek, presidente de distribuição internacional. (more…)

Nas videolocadoras, pouco espaço para filmes.

terça-feira, 13 de março de 2007 por Colaboradores

locadoras

Por Bruno Rosa

Com quedas de até 70% no faturamento em 2006, as videolocadoras se transformaram em verdadeiras lojas de conveniência. Nas gôndolas, o sortimento vai bem além dos filmes. Brinquedos, chocolates, cervejas, eletroeletrônicos em geral, livros e computadores com acesso à internet dividem o espaço com os lançamentos da semana. A mudança vem acompanhada de promoções e recuos de até 50% nos preços das locações no ano passado.

Segundo o Sindicato das Empresas Videolocadoras - Sindemvideo, as 11 mil locadoras no país registraram queda média de 40% no faturamento em 2006. De acordo com a consultoria Vídeo Page, metade das lojas no país cobra entre R$ 3,50 e R$ 4 por título alugado. Segundo a Associação de Video­locadoras do Estado do Rio de Janeiro, os preços caíram entre R$ 4 e R$ 4,50 no país no último ano em relação a 2005.

Além da pirataria, que causa estragos anuais de cerca de US$ 155 milhões para o setor de home vídeo, as videolocadoras enfrentarão este ano outro concorrente: o download legal de filmes pela internet. Os principais provedores da rede, (more…)

Some where over the moon.

quinta-feira, 8 de março de 2007 por Vinícius Macarrão

wizard of oz

Essa é uma inutilidade das antigas. Há muito tempo, ouvi falar na famosa lenda que envolve o ultra clássico álbum Dark Side of the Moon, do Pink Floyd, e o musical Mágico de Oz, de 1939. Pra quem não sabe dessa história, vou tentar explicar. Um dia, alguma pessoa sem ter o que fazer foi assistir Mágico de Oz com o disco do Pink Floyd rolando ao mesmo tempo. Até aí nada demais. Mas acontece que o infeliz começou a perceber que as duas obras pareciam ter sido feitas uma para a outra, como se fosse uma trilha sonora.

Na época, consegui conferir alguns trechos na MTV. Realmente existem cenas que, mixadas com as maravilhosas músicas que compôem o disco, são de pirar o cabeção. Daí, graças ao Youtube (bata na boca três vezes ao ler esse santo nome em vão) e claro, ao Bicho de Goiaba (dê duas voltas na sua cadeira e grite Obwrigaado!), você pode assistir com os próprios olhos essa verdadeira lenda urbana. (more…)

“Entre os dedos” e suas reações.

quarta-feira, 7 de março de 2007 por Henrique Damião

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Falar sobre cinema se tornou praxe no Bicho de Goiaba. Falar de grandes lançamentos mundiais como 300 ou Casino Royale é totalmente pertinente e necessário. Mas falar de filmes que estão fora do circuito comercial também, um bom exemplo é o curta metragem de Renato Cabral. O filme demorou um ano pra ser concluído e o resultado é de arrepiar. Uma mistura de amargura e alegria fazem uma química maluca.

“Entre os Dedos” fala sobre uma paixão que não se realiza e sobre desencontro. A direção, roteiro e montagem foram feitos pelo próprio Cabral. A obra foi inspirada em um dos contos de seu novo livro, “Míseros Platôs”, uma seleção de 26 textos sobre as metáforas humanas e suas loucuras, seus desesperos, ambigüidades e fragilidades.

A trilha sonora é original e foi composta pelo músico Girodano Godoy Pagotti, da Universidade Federal de Uberlândia, utilizando cordas, piano e vibrafone. A composição foi executada por músicos da UFU. O material foi gravado no Mazzini Estúdio. Quem assina o áudio é a sempre parceira Voz da América.

Esta é a segunda experiência do escritor-comunicólogo-cineasta. Em 2005 lançou “Vida Desperdiçada”, trabalho que participou de diversos festivais de cinema e foi assistido mais de 15 mil vezes na internet. Tendo inclusive ótima qualificação em portais especializados em curtas.

Portanto, vale a pena assistir e depois visitar o site do Cabral.

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300: um passo à frente.

terça-feira, 6 de março de 2007 por Colaboradores

300

Post especial por ASSIS ELOY
Publicitário e estudante de cinema em Hollywood

300, filme de Zack Snyder, baseado nos quadrinhos de Frank Miller: tá aí um filme que provavelmente vai fazer uma pequena fortuna no seu primeiro fim de semana. Por aqui, em Los Angeles, você não precisa dar mais do que 10 passos sem ver pelo menos 15 cartazes, outdoors, busdoors ou qualquer outra mídia que você pode imaginar promovendo o filme. Porém, a Warner não está jogando dinheiro fora. Muito menos quem for ao cinema conferir o filme. Quando a premiere acabou, a única coisa que eu consegui falar foi: caralho!

O filme é impecável. O visual é de tirar o fôlego: nenhum quadro do filme é desprezado. Todos têm uma composição muito elaborada, que dá um ar de importância e imponência a cada segundo do filme. O estilo de cores e iluminação resultam em um efeito muito legal, apesar de exagerado nas horas críticas. Depois de algum tempo você se esquece que está vendo um filme e se encontra olhando para uma pintura ou para uma revista de quadrinhos.

O diretor usa e abusa de efeitos de câmera lenta nos momentos mais emocionantes das batalhas, desacelerando a ação para o público observar a “arte” do momento. As cenas de ação são extremamente bem desenvolvidas. Todos os movimentos de câmera e edição têm um único propósito: (more…)


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