Arquivos da Categoria 'Chupadas?'

Referência é uma coisa. Apropriação é outra.

quarta-feira, 2 de maio de 2007 por Henrique Damião

O mundo é o quintal de qualquer publicitário. É dele que saem as referências e indicativos criativos para qualquer campanha. Disso não tem como discordar. Porém, existe uma linha tênue que diferencia referência criativa de apropriação indevida de criação alheia. Uma coisa é achar interessante o estilo de algum pintor famoso e seguir sua linha para criar novas ilustrações para uma campanha. Isso quer dizer que o cara criou uma tendência. Outra é pegar os quadros desse pintor, estampar anúncios e sequer comprar direitos ou informar que os desenhos são de alguém.

Pensando assim, os filmes da TIM rodados no sul do Brasil são uma falta de respeito ao americano Matt e seu projeto “Where the hell is Matt?”. Para entender melhor, Matt é um americano que se mudou pra Austrália. Lá trabalhou por um tempo e resolveu largar tudo para dar um giro pelo mundo, conhecer novos países e lugares que nunca imaginou. No meio dessa aventura, resolveu parar, dançar feito um idiota e gravar tudo. Fez o primeiro filme que foi um sucesso no YouTube. Após o primeiro filme independente foi convidado pela goma de mascar Stride a viajar e dançar ainda mais, acabou passando por 39 paises em todos os continentes e se tornando um sucesso maior ainda. Hoje é uma das mais famosas celebridades virtuais que o mundo conhece.

Pegando carona no sucesso virtual, a Master (Paraná) criou três filmes para mostrar a abrangência da cobertura TIM. Assim como Matt, um sujeito dança ao som de uma trilha bacana em vários locais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os filmes se tornaram cópias baratas (ou caras, vai saber) do que o americano fez. Apesar da fotografia linda, o filme pecou muito pela apropriação da idéia alheia. Atitude vergonhosa. Uma gigante como a TIM poderia muito bem ter convidado Matt para estrelar os comerciais. Aí sim, a campanha não teria cara de Rolex comprado na 25 de março.

TIM PR

*Clique em leia mais para assistir todos os filmes.

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Zeca-feira já existia na Argentina.

quinta-feira, 12 de abril de 2007 por Henrique Damião

A África estreou esta semana a nova campanha da Brahma. A estratégia é transformar a quarta-feira no dia de tomar Brahma, chamando-a de Zeca-feira. No filme, obviamente estrelado por Zeca Pagodinho, são mostradas cenas de como com a cerveja tudo fica melhor e também mostra o pagodeiro marcando um “z” no lugar do “q” de quarta-feira. Bela idéia se isso já não tivesse sido feito na Argentina pela cerveja Quilmes. Ontem foi divulgado por um leitor do Blue Bus o filme abaixo, querendo ou não, o conceito já existe e com ótimo roteiro.

Seria a marca da Copa Brasil 2014 uma mistura de Google com Fischer?

quinta-feira, 29 de março de 2007 por Henrique Damião

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Como não é novidade para ninguém, a MPM é a agência que vai promover a candidatura do Brasil como país sede da Copa do Mundo de 2014. Todos conhecem o trabalho da agência e sabem que nossa candidatura está em ótimas mãos. Mas existe uma dúvida que não quer calar: essa marca é ou não é um cruzamento da marca do Google com a marca da Fischer América? Bem, tire suas conclusões e, se puder, deixe seu comentário.

Veja aqui se eu estou ficando maluco.

Agências menores são sempre culpadas.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007 por Henrique Damião

Post Marca SP x Francophonie

O post de hoje é motivado pelas últimas notícias de marcas e campanhas chupadas comentadas aqui no Brasil. A última que tem dado o que falar foi a acusação que a B Ferraz Full Promotion está sofrendo de ter chupado a marca do carnaval de São Paulo da francesa Agence Francophonie. Esse é um caso que tem maiores proporções porque envolve trabalhos grandes, mas e quando isso acontece no interior? Como fica?

No mercado de Uberlândia o hábito é sempre o mesmo: nós sempre somos culpados. Digo isso porque até eu me pego culpando quem é daqui por ter copiado campanhas que alguma agência maior veiculou, sem nem saber qual saiu primeiro. Alguns anos atrás um premiado criativo de Uberlândia foi massacrado por duas ou três de suas peças lembrarem outras criadas bem longe daqui. Não foi notada em nenhum instante a qualidade criativa e o perfil inovador do profissional quando isso aconteceu. O que pesou foi o divertimento de alguns outros tantos, verdadeiros carrascos condenando o profissional de plágio, mas será que foi mesmo?
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