Arquivos da Categoria 'Chupadas?'

Te peguei: Extra com comercial clonado.

sexta-feira, 18 de julho de 2008 por Henrique Damião

Que a propaganda se apropria de idéias vindas de filmes, quadrinhos, quadros e uma infinidade de tipos de expressão artística não é novidade pra ninguém. É uma liberdade que nós publicitários temos sem sermos anti-éticos ou usurpadores de criação alheia. Agora, quando se pega um comercial de outra empresa e faz-se uma cópia idêntica, a situação se complica. Compare os dois filmes abaixo, o primeiro foi feito em 2006 para a Target, o segundo é o comercial do Extra que vem sendo exibido atualmente. Eu acredito em coincidências criativas, mas também acredito em cara-de-pau.

Via Kibeloco.

Uma câmera na boca e a mesma idéia em várias cabeças.

sexta-feira, 6 de junho de 2008 por Gabriela Alvarenga

No ano passado, vi e gostei muito destes anúncios aqui, aqui e aqui, do macarrão instantâneo Easy Mac, com o conceito “Dome sua fome feroz”. Agora, só neste mês, apareceram outras duas séries de anúncios, para clientes bem diferentes, expondo situações diferentes, mas todos mostrando cenas vistas de dentro da boca de alguém. Difícil dizer se são casos de plágio ou se, como acontece bastante, a mesma idéia foi pousar na cabeça de várias pessoas, praticamente ao mesmo tempo.

Veja aqui e aqui os da montanha russa. Aqui, aqui e aqui você confere os do remédio para dor de garganta.

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Cerveja Tyskie e o mundo.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007 por Henrique Damião

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Posso estar enganado, mas acredito ser a primeira vez que postamos alguma coisa polonesa aqui no Bicho. O que rola é que ao topar com a campanha criada pela DDB Varsóvia me ocorreu um dejavu. A sensação ‘já vi isso antes’ não passa, mas não consigo me lembrar com qual campanha exatamente essa se parece. Seria a série bandeiras da Foote Cone & Belding Portugal? Talvez não. De qualquer maneira, a direção de arte dos anúncios criados para divulgar as vendas internacionais da cerveja Tyskie merece destaque. Pronunciar os nomes da equipe de criação é missão impossível, mas fica aí o crédito para: Marcin Mroszczak, Jakub Korolczuk, Ryszard Sroka, Marcin Zaborski e Natalia Dudek. Conseguiu falar esses nomes? Duvido.

Veja os anúncios aqui, aqui e aqui.

Vale tudo.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007 por Vinícius Macarrão

vale

Empresa diz que vai processar Vale por causa de marca

Nova logomarca da Vale é parecida com a da empresa de calçados Vitelli, de Franca (SP). INPI afirma que empresas de ramos diferentes podem ter marcas semelhantes.”

Depois de acusada de ser muito parecida com a marca do Banco Real, a nova marca da Companhia Vale do Rio Doce VALE agora passa por outro indício de plágio, que na minha opinião está mais pra outra coincidência.

Quem faz a denúncia é a Vilage Marcas e Patentes, que é a empresa responsável pelo registro da logomarca da empresa Vitelli Calçados e que vai abrir um processo contra a Vale.

Entendeu? A Vilage processa a Vale por causa da Vitelli. Vixe!

Clone com Kamasutra incluso.

quarta-feira, 14 de novembro de 2007 por Henrique Damião

hf

Já faz tempo que criar campanha pra qualquer produto ou serviço ligado a sexo virou missão impossível. A impressão que dá é que tudo já foi criado. Outdoors de motel são todos iguais e cheios de trocadilhos fáceis. Anúncio de camisinha vão quase todos pelo mesmo caminho, com raras excessões (quem lembra do moleque chorando no supermercado?). Hoje uma prova de que é complicadíssimo criar algo exclusivo. Veja a ação criada para um sex shop italiano. A idéia de deixar marcas de posições do Kamasutra é exatamente a mesma criada para um website americano, inclua aí o mesmo título “have fun”. Não sei dizer quem veio primeiro, mas que sexo em propaganda é quase sinonimo de cliche, ah, isso é.

Veja os anúncios do sexshop aqui e do site aqui.

Via Disruption.

Chupando ou tomando referências?

terça-feira, 25 de setembro de 2007 por Vinícius Macarrão

Já discutimos esse tema várias vezes, mas o Brainstorm9 anda aquecendo de novo o assunto apresentando uma sequência de comerciais que chupam as idéias não só de consagrados diretores de filmes e videoclipes, como também de “anônimos” autores de virais de sucesso na internet. Até onde a referência passa a se chamar plágio? Quando vi o comercial do Banco Ibi essa semana, com o Narigano Huck, lembrei na hora do clipe de Everything is Everything, da Lauryn Hill. E é uma cópia descarada mesmo.

Mas também me veio à memória um comercial que considero dentro do meu Top 5 (que já inclui cerca de 39 comerciais). É uma paródia de Singing in the rain, com um Gene Kelly computadorizado dançando brake na chuva, numa performance de dar inveja até no Michael Jackson, e fechando com o slogan “Novo Golf GTI. O original, atualizado.” Mais conceitual impossível. Outro exemplo do bom uso da referência é, coincidentemente, a campanha do Novo Golf no Brasil, já citado aqui pelo Damião.

Parece a coisa que funciona bem melhor quando os criativos assumem a influência que os levaram àquele produto final, ao invés de darem uma de “Joãozinho-sem-braço” soltando um comercial na rua com idéia dos outros, dando a entender que inventaram aquilo tudo.

Lauryn Hill - Everything is Everything

Comercial Ibi

Comercial Golf GTI Europeu

Disney tem clones brasileiros.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007 por Henrique Damião

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Um estúdio de animação paulistando vem chamando atenção com seu perfil chinês de produção. Assim como os famosos ching-lings, o estúdio Vídeo Brinquedo vem produzindo filmes clonados de grandes produções Disney/Pixar. Como forma de alavancar vendas os filmes tem títulos como “Ratatoing”, “Carrinhos” e “Gladiformers”. A justificativa dada pelo dono do estúdio é utilizar o conceito de Bollywood. Bizarrices a parte, os caras conseguiram vender 300 mil cópias de uma das animações que produziram.

Assista o trailer de Ratatoing, o genérico.

Veja matéria completa clicando em ‘Leia Mais’. (more…)

Abertura de novela da Globo é clone de comercial sueco.

sexta-feira, 22 de junho de 2007 por Henrique Damião

A abertura da novela Sete Pecados, da Rede Globo, está sendo comparada a um comercial da Ikea, famosa loja de móveis sueca. A acusação é totalmente coerente, o que Hans Donner fez é exatamente uma cópia do comercial. Não tem desculpa. Coincidência? Duvido muito. Agora, se chuparam mesmo, ou são corajosos ou são tapados, porque com a internet como está hoje é praticamente impossível uma cópia passar despercebida.

Comercial “Dreamkitchens for everyone”

Abertura Se7e Pecados

Mais carro, mais balões.

segunda-feira, 4 de junho de 2007 por Henrique Damião

Mais uma vez balões vendem carros. Engraçado porque as campanhas entram uma seguida da outra no Bicho de Goiaba. Coincidências a parte, o comercial da Ogilvy London para o lançamento do novo Mondeo não deixa de ter uma estranheza divertida. Acho ele parecido (ou seria idêntico?) com o comercial do New Beatle postado aí em baixo, mas não vamos aqui discutir quem veio primeiro.

Making of

Referência é uma coisa. Apropriação é outra.

quarta-feira, 2 de maio de 2007 por Henrique Damião

O mundo é o quintal de qualquer publicitário. É dele que saem as referências e indicativos criativos para qualquer campanha. Disso não tem como discordar. Porém, existe uma linha tênue que diferencia referência criativa de apropriação indevida de criação alheia. Uma coisa é achar interessante o estilo de algum pintor famoso e seguir sua linha para criar novas ilustrações para uma campanha. Isso quer dizer que o cara criou uma tendência. Outra é pegar os quadros desse pintor, estampar anúncios e sequer comprar direitos ou informar que os desenhos são de alguém.

Pensando assim, os filmes da TIM rodados no sul do Brasil são uma falta de respeito ao americano Matt e seu projeto “Where the hell is Matt?”. Para entender melhor, Matt é um americano que se mudou pra Austrália. Lá trabalhou por um tempo e resolveu largar tudo para dar um giro pelo mundo, conhecer novos países e lugares que nunca imaginou. No meio dessa aventura, resolveu parar, dançar feito um idiota e gravar tudo. Fez o primeiro filme que foi um sucesso no YouTube. Após o primeiro filme independente foi convidado pela goma de mascar Stride a viajar e dançar ainda mais, acabou passando por 39 paises em todos os continentes e se tornando um sucesso maior ainda. Hoje é uma das mais famosas celebridades virtuais que o mundo conhece.

Pegando carona no sucesso virtual, a Master (Paraná) criou três filmes para mostrar a abrangência da cobertura TIM. Assim como Matt, um sujeito dança ao som de uma trilha bacana em vários locais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os filmes se tornaram cópias baratas (ou caras, vai saber) do que o americano fez. Apesar da fotografia linda, o filme pecou muito pela apropriação da idéia alheia. Atitude vergonhosa. Uma gigante como a TIM poderia muito bem ter convidado Matt para estrelar os comerciais. Aí sim, a campanha não teria cara de Rolex comprado na 25 de março.

TIM PR

*Clique em leia mais para assistir todos os filmes.

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