O mundo é o quintal de qualquer publicitário. É dele que saem as referências e indicativos criativos para qualquer campanha. Disso não tem como discordar. Porém, existe uma linha tênue que diferencia referência criativa de apropriação indevida de criação alheia. Uma coisa é achar interessante o estilo de algum pintor famoso e seguir sua linha para criar novas ilustrações para uma campanha. Isso quer dizer que o cara criou uma tendência. Outra é pegar os quadros desse pintor, estampar anúncios e sequer comprar direitos ou informar que os desenhos são de alguém.
Pensando assim, os filmes da TIM rodados no sul do Brasil são uma falta de respeito ao americano Matt e seu projeto “Where the hell is Matt?”. Para entender melhor, Matt é um americano que se mudou pra Austrália. Lá trabalhou por um tempo e resolveu largar tudo para dar um giro pelo mundo, conhecer novos países e lugares que nunca imaginou. No meio dessa aventura, resolveu parar, dançar feito um idiota e gravar tudo. Fez o primeiro filme que foi um sucesso no YouTube. Após o primeiro filme independente foi convidado pela goma de mascar Stride a viajar e dançar ainda mais, acabou passando por 39 paises em todos os continentes e se tornando um sucesso maior ainda. Hoje é uma das mais famosas celebridades virtuais que o mundo conhece.
Pegando carona no sucesso virtual, a Master (Paraná) criou três filmes para mostrar a abrangência da cobertura TIM. Assim como Matt, um sujeito dança ao som de uma trilha bacana em vários locais do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Os filmes se tornaram cópias baratas (ou caras, vai saber) do que o americano fez. Apesar da fotografia linda, o filme pecou muito pela apropriação da idéia alheia. Atitude vergonhosa. Uma gigante como a TIM poderia muito bem ter convidado Matt para estrelar os comerciais. Aí sim, a campanha não teria cara de Rolex comprado na 25 de março.
TIM PR
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