Mark Zuckerberg: Inside Facebook

Post Especial por Karinna Schimidt
Especialista em Comunicação e Marketing Digital 

O Facebook é a rede social mais poderosa do planeta. Tem o maior número de usuários, 845 milhões. Sozinho é responsável por mais da metade (52,1%) de trocas de conteúdos e links na internet. A cada 9 pessoas, pelo menos 1, está no FB. É um negócio definitivamente grandioso com apenas 8 anos de existência. Por isso no final de 2011, a rede de TV inglesa, BBC, apresentou no BBC2, um documentário sobre a rede.

A BBC é excelente na produção de documentários logo, “Mark Zuckerberg: Inside Facebook”, não foi diferente. Produzido por Charles Miller, que já fez programas sobre Google e Microsoft, e que comentou em seu blog, que este documentário foi algo diferente em sua carreira. Pois a figura de Zuckerberg é muito forte. Já na pré produção, muitos o perguntavam se ele iria conhecer Zucker. Afinal, o rapaz só tem 27 anos e já tem um filme sobre ele e sua rede social. Foi quando Miller pensou: O que o documentário que estava produzindo, poderia dizer mais sobre toda a historia de Zuckerberg e do Facebook? Ele chegou a conclusão de que, o filme foi baseado em um livro, escrito há alguns anos, então não falava das novidades do Facebook.

E as novidades eram muitas. A rede social, esta se preparando para entrar no mercado de ações, e a especulação é que valeria 100 bilhões de dólares. Seria possível mesmo, o Facebook valer tudo isso?
Esse foi o ponto de partida.

O resultado é um excelente documentário, literalmente dentro do Facebook, como sugere o nome. Mostra que Zuckerberg construiu uma das coisas mais legais da internet. Uma rede social, onde todo mundo quer estar (e se você não está, rola uma pressão para entrar). Algo que não só contribuiu para mudar a internet, mas que mudou em âmbito global, a maneira como as pessoas se relacionam e se comunicam.

O documentário conta com uma entrevista de Zuckerberg, e uma de suas várias falas interessantes, é que para ele, as pessoas estão vendo a cada dia que as redes sociais, são as ferramentas usadas no mundo todo, para que se mantenham conexões diariamente através da produção e compartilhamento de conteúdo. Diz ele “A missão do Facebook, é fazer o mundo mais aberto e conectado. Acreditamos que todos terão experiências melhores, quando estão fazendo coisas diferentes com seus amigos. Se existir mais informações no mundo, ou se você puder descobrir um conteúdo legal com seus amigos, achar comidas que quer comer, lugares para ir, coisas desse tipo, seu mundo fica muito mais rico”. Particularmente, eu concordo plenamente.

As pessoas querem compartilhar, o Facebook sabe disso. Mas não quer que os usuários passem mais tempo na rede, quer que o tempo que passam, seja de fato valioso, assim voltarão todos os dias. Afinal, o Facebook precisa manter a confiança dos usuários para continuar crescendo, e não se sentir ameaçado por outras redes sociais, como Google+. Sobre isso Zuckerberg diz não temer o Google+, pois as pessoas já interagiram bastante com o Facebook, já compartilharam bastante na rede, o que os fazem ter um belo vinculo.

Bom, obviamente não vou contar tudo, o documentário esta ai, para ser visto. São 59 min que valem a pena. Você vai saber mais detalhes da origem, do crescimento, dos desenvolvedores, da equipe, do perfil Zuckerberg como pessoa e chefe, e inclusive sobre a ida de Sheryl Sandberg (grande ex executiva do Google) para o Facebook, onde é Chief Operating Officer.

Não sei se o Facebook valerá 100 bilhões de dólares em sua entrada na bolsa de valores, sei que esse valor é cinco vezes maior do que quando o Google entrou em 2004 (mesmo ano da criação do FB). E atualmente, o valor estimado do Google é de US$ 187 bilhões. Mas eu não entendo de bolsa de valores. Entendo mesmo, é de comunicacão digital, logo também de redes sociais. E sobre isso, posso falar que, “Mark Zuckerberg: Inside Facebook” vai fazê-lo admirar mais ainda Zuckerberg e o Facebook, criador e criatura, hoje ícones importantes da comunicação digital.

http://www.youtube.com/watch?v=bMMei5NWDrQ
19
abr 2012
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Rafinha Bastos, Wanessa, o Bebê, Christiane Torloni, Washington Olivetto e o movimento antropofágico de 22 com Tarsila do Amaral.

Richard Dawkins

Bem, muita gente hoje, você já notou. Permita-me incluir mais um na conversa. Em 1976, o zoólogo evolucionista Richard Dawkins assombrou o mundo com o seu livro: “O gene egoísta”. O motivo? Não somos especiais, mas tudo dito de um jeito bem especial e carinhoso por ele. Ou melhor, até somos, mas só para nossos genes; só como receptáculos de um motinho de informação genética que quer a todo custo se multiplicar. Somos só a parte carnuda, vistosa (alguns nem isso), dispensável e que irá apodrecer da fruta. Os genes foram tão fundo nisso que criaram um organismo tão complexo como, por exemplo, o do Rafinha Bastos. Mas não é isso que gostaria de lembrar do livro. E sim um capítulo sobre os “memes”.

Darwin

De um jeito grotesco, um gene é como um meme. Enquanto o primeiro é o veículo que importa para a manutenção da vida e da evolução, o meme é o responsável por ser a unidade básica de uma ideia, o tijolinho do imaginário coletivo e da evolução cultural. Um meme é aquilo que em nossa mente tem a capacidade de se auto reproduzir, como o DNA, ou no caso, como um vírus, se propagando de mente em mente e contaminando tudo: pode ser o refrão da Eguinha Pocotó, a vontade de se criar o estado palestino (ou destruí-lo), ou uma piada banal, fora de hora (mas, detalhe, no horário nobre) como: “Eu como ela e o bebê”.

Christiane Torloni

O que me lembra a Christiane Torloni, que só está neste texto pela cota de atores globais exigida para Ler o conteúdo completo…

A vingança do estagiário: A verdade que você não sabe sobre Eugênio Mohallem e Marcello Serpa

ilustração: @fernandomosca

ilustração: @fernandomosca

Esta é uma história de amor e superação, embora alguém possa me acusar dizendo que instintos menores a dominem. É uma homenagem, mesmo que ao final vá parecer outra coisa, a um dos maiores redatores publicitários (sic) que o Brasil conheceu: Eugênio Mohallem. Ele ainda não morreu, que se diga logo ao estagiário que não tem ido às aulas, mas é melhor fazer o texto como se tivesse morrido, porque toda homenagem póstuma parece caber melhor ao defunto e ao homenageado. Vamos lá, então.

Tudo começa com uma mãe grávida. Mas, notem, ela está numa encruzilhada, e é sexta-feira, à noite. De longe parece reza, um pedido de ajuda aos céus para que a sorte acompanhe o futuro dos que ama, mas é só um despacho mesmo. O rebento, pequena semente de luz, promessa do vir a ser, testemunho do… (ok, poupemos o leitor mais avesso a metáforas)… O rebento sente o cheiro da galinha e resolve antecipar sua vinda a este mundo cruel e definitivo. Ele força a barra, a bolsa estoura e… Lá está ele, que sorriso vencedor. Não há dor, apenas regozijo e um cheiro de coisa queimada. É a boa-nova que se anuncia. E a pobre mãe o tem ali, entre as velas, a galinha preta, que faz o papel de parteira, e as garrafas de pinga, que servem pra limpar o pobre feto que logo, ali pelo penúltimo parágrafo, terá um destino que irá contrariar toda a lógica de sua vida de amarguras e das bem alinhavadas linhas deste texto magnífico.

O pequeno toma amor por aquela senhora que tão bem cuida dele. E quando o amor irá finalmente triunfar, neste momento há uma reviravolta. Vrum! O pequeno Eugênio fica sabendo de toda a verdade. Ele fora encomendado para fazer parte de um projeto maior, de um sacrifício em nome de Deus. De fato, sua mãe faz bico como faxineira (além de vender uma coisinha ou outra da Mary Key) em uma seita secreta, tudo isso por causa da inflação terrível da época. Por causa do Ler o conteúdo completo…

18
set 2011
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Sapatênis: ou o meu pedido de demissão

Renato Cabral, no horário de almoço

Renato Cabral, no horário de almoço

Achei que dava para suportar sem minha caderneta de frases inoportunas, sem os tapas e pontapés, que me deixavam feio, mas me defendiam. Pensei que se não abrisse a janela do departamento, estaria livre das ruas que não visitei, das mulheres que não provei. Daí, aceitei a ideia de que a velha ideia de ir de Lhasa a Kathmandu pedalando poderia esperar. Esperar talvez até que o câncer viesse primeiro, ou o primeiro infarto. Porque para toda inação ou falso desconsolo é preciso uma alavanca e um martelo para nos tirar do lugar.

E foi quando assinaram minha carteira. Tirei uma foto sorrindo, ganhei um canto na cela. Segui o horário, atento para atrasos menores que 15 minutos e no lanche comi pão com manteiga. Achei gostoso. De mentira. Falei mal de alguns perto do bebedouro. De verdade. Respondi a todo bom-dia com um sorriso carregado. Dei abraços demorados nos que faziam aniversário. Achei que, compartilhando as pequenas coisas que enchem um dia de migalhas, estaria com eles e o tempo passaria mais rápido. E passou mesmo.

Depois das dezoito, o aperto no peito cedia. Mas era leveza de vazio, de quem havia jogado sua arca de ouro no mar e ficado mais pobre que antes. No domingo, o aperto apertava de novo. O dia de folga para chorar a falta do que fazer estava acabando. E me lembrava dos poucos feriados Ler o conteúdo completo…

06
ago 2011
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A bolsa, a publicitária e o resto do universo.

Das grandes curiosidades que nos assolam, a bolsa só perde para o nosso mórbido desejo de ler o holerite dos colegas. Quem já ousou violar a bolsa de uma mulher e descobrir seus segredos abissais, misturados às escovas e às balinhas de hortelã? É de dar medo. Queremos descobrir o definitivo mistério que faz as mulheres tão diferentes dos homens e a bolsa é o mapa.

Só que há variações, óbvio. A bolsa de uma civil não é a mesma da bolsa de uma publicitária. Verão passado, após algumas direct messages, fui ter meu primeiro encontro com uma incauta. E quando ela foi ao banheiro, caí na tentação de mexericar sua bolsa e adentrar a seco nesse mistério profundo de sua intimidade (ui).

Depois de aberta, não sei bem o que aconteceu. Fiquei desacordado. Lembro-me, no entanto, que, quando acordei, estava preso sob um entulho de pequenas coisas.

Não conseguia respirar direito. Era um porta-retrato fincando o meu peito. Uma sensação desagradável mais embaixo me incomodava o traseiro: uma sombrinha. Eu tentando me livrar, mas a cada vez que me movia, a pilha de lenço de papel, conta de telefone, caderneta, presilha, sutiã, Neosaldina, Buscopã, guardanapo, meia-calça e um tomara-que-caia verde me paralisavam.

No sexto dia, exausto, só queria um pouco de água e comida. Sobrevivi sugando a umidade das balas de Halls e me alimentado das pétalas de três rosas que achei na página 64 da sua agenda. Isso me dava muita azia, mas sem água, nem os 37 envelopes de Sorrisal iriam ajudar.

Tentei usar o celular para chamar socorro, mas era pre-págo e só recebia. Quando alguém ligou, a bateria pifou. Carregador tinha, eu que não alcançava a tomada. Para manter a lucidez, minha leitura era decorar a bula do anticoncepcional e resolver as charadas de uns 8 briefings que ainda estavam jogados por ali. Não posso reclamar da higiene. Tinha a meu dispor papel higiênico e 13 tipos de cremes. Apesar de enfraquecido, minha aparência nunca esteve tão boa.

Já se passaram sete meses. Ainda estou aqui, preso debaixo de modes, preservativos, lixa de unha, um pequeno secador de cabelo, maquiagem, adoçante e um estojo de lápis de cor Fáber Castel de 36 (raridade). Como um náufrago, fiz uma amizade duradoura com o seu crachá. Mas nunca daríamos certo: ela é diretora de arte e, eu, redator. Mas, mesmo assim, se alguém estiver me ouvindo, por favor, diga para ela voltar logo do banheiro que essa sombrinha está me matando!

Por Renato Cabral. Uma homenagem à todas as publicitárias pelo Dia da Mulher, blá blá blá.

@CabralDiz

07
mar 2011
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Glee e Super Bowl, perfeito?

Post especial por @cy_carvalho

Como todos sabem, Glee é a minha série preferida. Isso não é novidade.

O que eu quero contar hoje, como Publicitária, é a sacada genial que os responsáveis por essa série tiveram.

Após encerrar a primeira parte da segunda temporada, Glee deu uma “descansada” das telinhas… para os americanos é claro, aqui no Brasil os episódios estão em outra fase… a segunda temporada começa dia 09 de fevereiro na Fox.

Mas.. voltando à sacada… em meio a transformações inesperadas na série (e não vou colocar os spoilers aqui, senão vai ter gente querendo me matar)… burburinhos a respeito das gravações, muitos atores envolvidos em campanhas publicitárias, filmes e premiações… tudo isso gerando um suspense enorme.

Surge então o nome do tão esperado episódio: “Thriller” com a recriação de um dos melhores (na minha opinião) clipes do nosso querido Michel Jackson.

Não bastasse ser esse o novo episódio, alguém (que eu tô pagando muito pau) teve a brilhante, alucinante, extraordinária ideia de direcionar a volta da temporada para, nada mais nada menos, que após a transmissão do Super Bowl, que foi transmitido ao vivo pela Fox.

Tá? O que é o Super Bowl. Para quem não sabe é uma coisa super simples, é a apenas é o maior evento de futebol americano e a maior audiência televisiva dos EUA, assistido anualmente por milhões de pessoas nos Estados Unidos e em todo o mundo (em 2010 foram 106 milhões). Esta é a partida que mais movimenta dinheiro no mundo e tem o comercial mais caro da TV mundial. Só para ter uma ideia, caso você queira assistir ao vivo, o lugar mais barato custa U$ 200 dólares e fica fora do estádio, onde será montada a “Party Plaza” (um telão gigante instalado na parede da entrada leste do estádio, onde a cerveja será vendida a 9 dólares). Simples assim.

Neste ano, exatamente no dia 06 de fevereiro, a partida foi disputada por Green Bay Packers x Pittsburgh Steeles, no Cowboys Stadium no Texas. Os Parkes, maior campeão de todos os tempos e que não vencia o campeonato desde 1996, venceu por 31 a 25, levando seu quarto Super Bowl (o 13º título da história) e o Troféu Vince Lombardi.

As atrações da noite são um espetáculo a parte. Cristina Aguilera deu uma pequena escorregada na performance do Hino nacional americano (seria tipo uma Vanusa? Bom.. isso dá outro post rs.). Lea Michele, protagonista de Glee também se apresentou belamente na edição. Fiquei boquiaberta com a apresentação do Black Eyed Peas. Um show alucinante, muito bem preparado e com uma mega produção. Ah! E com a participação de Slash, do Guns, fazendo o solo de Sweet Child 0’ Mine. Putz!

Tava falando era de Glee né? Então, aí depois de toda essa audiência vidrada na TV esperando o resultado desse jogo, depois de ver propagandas de todos os tipos, que investiram pesado nessa mídia, eis o retorno da série. O episódio mudou de nome para “The Sue Sylvester Bowl Shuffle!” e não deixou nenhuma dúvida de que valeu a pena investir nesse horário, nesse canal, nessa sacada!

Quanto ao episódio? Bem.. não posso falar muito não. Melhor é assistir mesmo e tirar suas próprias conclusões, mas, certamente, Glee continua me surpreendendo a cada episódio, a cada clipe, gravação, produção e mantém, sem sombra de dúvidas, o que eu já disse neste post aqui: não é um simples besteirol americano.

Curiosidades:

  • As estimativas de valores para os anúncios de 30 segundos neste ano foram entre US$ 2,8 e US$ 3 milhões.
  • Alguns anunciantes: Anheuser-Busch InBev, Audi, Cars.com, Chevrolet, E-Trade Financial, GoDaddy.com, Hyundai Motor, Kia Motors e PepsiCo.
  • A cidade de Arlington recebeu cerca de 200 mil visitantes, que gastarão por volta de US$ 200 milhões.
  • Cerca de 95 mil torcedores estiveram presentes estádio dos Cowboys e mais 5.000 pessoas trabalharam no jogo, entre eles imprensa e funcionários.
07
fev 2011
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CRIAÇÃO vs. ATENDIMENTO – O duelo de titãs.

Primeira coisa: este é  um texto pessimista. Se te dá nojinho estas coisas, vá direto ao último parágrafo. Já podemos começar.

Segundo o Discovery, o índice de maldade no mundo vai de uma escala de zero a 21. Sendo 15 para o serial killer, 19 para o tubarão branco e 21 para o atendimento de agência publicitária.

Não sei se é claro pra todos, mas é bom relembrar, já que não vivemos num planeta esclarecido: o atendimento não evoluiu do macaco nem do homo sapiens, mas de uma espécie já extinta de réptil cruel, sanguinário e escamoso, algo entre um Tiranossauro Rex e a Luana Piovani, só que agora responsável pelo briefing e por intermediar o que uma agência tem de mais precioso: suas ideias; sua criação.

Bem, vire rápido sua cabeça pro outro lado da sala. Vupt. Isso. Lá no canto está a criação. Ali, ambição, vaidade, orgulho e um bonequinho do Star Wars são as coisas mais importantes da baia de qualquer diretor de arte. Dentro do peito de cada profissional da criação mora um astro do rock contido, louco para se libertar e subir ao palco, enquanto o mundo se curva diante de sua criatividade, talento e roupas coloridas coladas, contrastando equilibradamente com seu Mac, impecavelmente branco. Ui.

Bem, não sei de vocês, mas tirando o atendimento, não há nada mais nocivo do que um diretor de arte que está podendo. A cada elogio, o nível da tensão aumenta na agência e a missão primordial da publicidade (fazer vender) se torna apenas o pano de fundo para a virtuose do ego, para aquela coisa pomposa, mas que não leva a lugar nenhum: fazer arte.

Enquanto o atendimento é  a evolução do mal, o próprio demônio materializado num taier pretinho básico que segura um iPad, os diretores de arte são a prova definitiva de que a Teoria da Evolução é só uma teoria afinal de contas. Simples. Como explicar para uma criança que um organismo demorou 4 bilhões de anos pra evoluir e quando isso acontece a sua vontade voluntária é se tornar um diretor de arte? A Seleção Natural não pode ser tão estúpida. Aceitamos o ornitorrinco, a ervilha, o apêndice, mas o diretor de arte já é demais.

Enfim, só há uma explicação (e ela não é racional) para que o diretor de arte exista: fazer o equilíbrio entre o bem e o mal, sem o qual o mundo seria destruído pelo inquestionável talento de um atendimento em complicar o dia de tudo o que respira e se arrasta sobre o planeta. Arrisco-me a dizer, engolindo meu orgulho, que o diretor de arte é a nossa última chance contra o inevitável prenúncio do fim que o atendimento preconiza.

Ok, chega de drama e embromações. Nesse duelo de titãs, ganha quem ficar louco por último. Por isso, aqui vão algumas dicas que poderão pôr o diretor de arte em vantagem para eliminar o atendimento e fazer valer o bem sobre as trevas e o apocalipse.

Então vamos às dic… puft, AAAIIII… tum, pafff, aaaaaaiiiiiii!!!! ÃÃÃÃããã~~~~~….

O texto é interrompido bruscamente por um golpe na nuca do redator, que apenas estava fazendo seu trabalho de relatar os fatos entre uma tuitada e outra… Há sangue, mas não há dor, apenas um silêncio de paz e reencontro. Não se sabe de onde veio o ataque. Será alguém ressentido lá do atendimento? Será um diretor de arte vingativo? Será preguiça de terminar um texto que se mostrava promissor? Ou apenas um aviso do diretor de criação para que voltemos todos ao trabalho e deixemos de tanta bobagem? Jamais saberemos. Até porque na publicidade não existe explicação, mas defesa. Então deixa eu ir defender o meu. Vão pra casa, crianças, não há mais nada aqui pra vocês, o show acabou…

Viu, o que dá chamar um redator irresponsável para ser cronista em site sério como o BDG? Sempre esses escapismos. Mas aguardem, semana que vem a gente entrega o que realmente estava no briefing: Como enlouquecer o atendimento.

Cabral

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Roteiro, direção e atuação de @_RenatoCabral_
oruminante@gmail.com

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20
jan 2011
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