CRIAÇÃO vs. ATENDIMENTO – O duelo de titãs.
Primeira coisa: este é um texto pessimista. Se te dá nojinho estas coisas, vá direto ao último parágrafo. Já podemos começar.
Segundo o Discovery, o índice de maldade no mundo vai de uma escala de zero a 21. Sendo 15 para o serial killer, 19 para o tubarão branco e 21 para o atendimento de agência publicitária.
Não sei se é claro pra todos, mas é bom relembrar, já que não vivemos num planeta esclarecido: o atendimento não evoluiu do macaco nem do homo sapiens, mas de uma espécie já extinta de réptil cruel, sanguinário e escamoso, algo entre um Tiranossauro Rex e a Luana Piovani, só que agora responsável pelo briefing e por intermediar o que uma agência tem de mais precioso: suas ideias; sua criação.
Bem, vire rápido sua cabeça pro outro lado da sala. Vupt. Isso. Lá no canto está a criação. Ali, ambição, vaidade, orgulho e um bonequinho do Star Wars são as coisas mais importantes da baia de qualquer diretor de arte. Dentro do peito de cada profissional da criação mora um astro do rock contido, louco para se libertar e subir ao palco, enquanto o mundo se curva diante de sua criatividade, talento e roupas coloridas coladas, contrastando equilibradamente com seu Mac, impecavelmente branco. Ui.
Bem, não sei de vocês, mas tirando o atendimento, não há nada mais nocivo do que um diretor de arte que está podendo. A cada elogio, o nível da tensão aumenta na agência e a missão primordial da publicidade (fazer vender) se torna apenas o pano de fundo para a virtuose do ego, para aquela coisa pomposa, mas que não leva a lugar nenhum: fazer arte.
Enquanto o atendimento é a evolução do mal, o próprio demônio materializado num taier pretinho básico que segura um iPad, os diretores de arte são a prova definitiva de que a Teoria da Evolução é só uma teoria afinal de contas. Simples. Como explicar para uma criança que um organismo demorou 4 bilhões de anos pra evoluir e quando isso acontece a sua vontade voluntária é se tornar um diretor de arte? A Seleção Natural não pode ser tão estúpida. Aceitamos o ornitorrinco, a ervilha, o apêndice, mas o diretor de arte já é demais.
Enfim, só há uma explicação (e ela não é racional) para que o diretor de arte exista: fazer o equilíbrio entre o bem e o mal, sem o qual o mundo seria destruído pelo inquestionável talento de um atendimento em complicar o dia de tudo o que respira e se arrasta sobre o planeta. Arrisco-me a dizer, engolindo meu orgulho, que o diretor de arte é a nossa última chance contra o inevitável prenúncio do fim que o atendimento preconiza.
Ok, chega de drama e embromações. Nesse duelo de titãs, ganha quem ficar louco por último. Por isso, aqui vão algumas dicas que poderão pôr o diretor de arte em vantagem para eliminar o atendimento e fazer valer o bem sobre as trevas e o apocalipse.
Então vamos às dic… puft, AAAIIII… tum, pafff, aaaaaaiiiiiii!!!! ÃÃÃÃããã~~~~~….
O texto é interrompido bruscamente por um golpe na nuca do redator, que apenas estava fazendo seu trabalho de relatar os fatos entre uma tuitada e outra… Há sangue, mas não há dor, apenas um silêncio de paz e reencontro. Não se sabe de onde veio o ataque. Será alguém ressentido lá do atendimento? Será um diretor de arte vingativo? Será preguiça de terminar um texto que se mostrava promissor? Ou apenas um aviso do diretor de criação para que voltemos todos ao trabalho e deixemos de tanta bobagem? Jamais saberemos. Até porque na publicidade não existe explicação, mas defesa. Então deixa eu ir defender o meu. Vão pra casa, crianças, não há mais nada aqui pra vocês, o show acabou…
Viu, o que dá chamar um redator irresponsável para ser cronista em site sério como o BDG? Sempre esses escapismos. Mas aguardem, semana que vem a gente entrega o que realmente estava no briefing: Como enlouquecer o atendimento.
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Roteiro, direção e atuação de @_RenatoCabral_
oruminante@gmail.com
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Eis a minha parte preferida do BDG. Nada como sarcasmo e verdades mal passadas.
Ficando bem inchado e metido em 5, 4, 3… bjo aí Jess.
O Ornitorrinco tem tudo-muito a ver com tudo isso
vc deve ter trocado de escala.
Se não, depois eu explico.
Or not.
Você é um otário. É isso que eu penso
Oi Renato!
Desculpa-ae/ quer dizer: Falha nossa!
Tivemos infiltração na Masmorra,mas, enxugamos
e agora estamos dando o brilho com Flanelas Eurico.
Me refiro a Agência Ornitorrinco.Espero poder te enviar o Prospecto.
Pena q somos do mesmo sexo, se não te passava um briefing.
Agência Ornitorrinco -
Nós vamos ficar rico.
Acho que a Elaine dever ser da mídia…
Ornitorrinco, rico…. é… é uma rima rica.
Adoro o sarcasmo do Cabral, acho que faz parte de todo redator. Eu sou uma prova viva disso. rsrsrs… Por isso não deixo de ler o BDG. Muito Bom!