Olêlê! Olálá! As Abóboras vêm aí e o bicho vai pegar!

Hoje tomei um tapa na cara. Já saiu a capa (acima) de Zeitgeist, o novo disco dos Smashing Pumpkins. “Tarantula”, o primeiro single vai ser lançado dia 22 de maio! Sabe quando você lê a notícia, mastiga aquilo, engole e só depois de cinco minutos você pára e pensa: “PUTA QUE PARIU”! Não tinha percebido que já era hora da banda voltar. O Lambão mesmo já tinha falado aqui sobre isso, mas eu nem me toquei.
Não sei se é porque eu estava desacreditado com tantas duvidosas notícias de volta-não-volta durante 7 anos. Ou talvez desempolguei quando o retorno parcial da banda foi confirmado: sem a guitarra de James Iha e o baixo da D’arcy. Mas meu maior medo era de ter simplesmente enjoado do som ou do estilo deles e assim ter perdido o interesse. Hoje em dia quase nada do que escuto se parece com Smashing Pumpkins. Mas foi aí que tirei a conclusão mais óbvia: não há nada como Smashing Pumpkins.
Guitarras distorcidas, violões dedilhados e uma voz tosca e desafinada. Essa é a primeira impressão. Mas os Abóboras vão além. Em suma, é um rock n’ roll que causa muita nostalgia. Falam de frustrações, medos, perdas, raiva, família e amor. Tudo de forma extremamente poética. Letras difíceis de entender, mas que sempre dizem algo para sua vida. Me lembram muito minha infância, por incrível que pareça.
Os clipes são uma qualidade à parte. Existem algumas tosqueiras como os vídeos de Today e Rocket, duas das melhores faixas do álbum Siamese Dream. Mas eles em nada atrapalham essa que é uma das principais características da banda. Dê uma busca no YouTube por títulos como Ava Adore, Tonight Tonight, Thirty Three, Perfect, Zero, 1979, enfim, a lista é looonga.
Os encartes dos álbuns então, não tenho palavras. São verdadeiros espetáculos de fotografia e ilustração. O meu favorito (e da maioria dos fãs) é o de Mellon Collie and The Infinite Sadness, disco que entra no meu Top 6. E a capa de Zeitgeist… bem, dizem que não podemos julgar um livro por sua capa. Criar muitas expecitativas, sejam elas positivas ou negativas é sempre algo que estraga a brincadeira. Mas achei a capa fraca e pouco artística. Pior. Achei clichê! Será que Billy Corgan, Jimmy Chamberlain e a nova trupe vão dar uma de Green Day ou U2? Espero queimar a língua.
Terça-feira a gente conversa!


17 de maio de 2007 as 12:56 pm
Mais um na fila de espera pelo download. E completo: Espero coisa boa por aí!