Girl… you’ll be a woman soon.

pulp fiction

Quentin Tarantino é um cara que dá pano pra manga. Seus filmes como diretor, produtor, roteirista e até mesmo ator são sempre muito cultuados pelos fãs do cinema. E o curioso é que, apesar de não ser tão jovem, seu currículo é relativamente pequeno, mas de um peso fora do comum. Em suma, Tarantino é dos assuntos relacionados a cinema mais fáceis de se discutir. E é exatamente por isso que fiquei muito tempo travado para escrever sobre ele. Não sabia se falava sobre sua obra completa ou sobre um filme específico. Daí me lembrei que estava redigindo um texto da nossa sessão Cine Retrô, que fala sobre neo-clássicos. E se na filmografia atual do Tarantino existe um filme que merece esse título, esse é Pulp Fiction.

A história… quero dizer, as histórias são as seguintes. De um lado, uma dupla de cobradores de um mafioso (John Travolta e Samuel L. Jackson) em seu bizarro cotidiano: matar um ali, receber uma grana aqui (e matar o cara depois), torturar um coitado de lá (e matar ele também). De outro, um boxeador fracassado (Bruce Willis) que decide vender o resultado de uma luta para o mesmo mafioso. É claro que as histórias vão se encontrar em vários trechos do filme.

A narrativa é não-linear, como em todo filme do Tarantino. Isso significa que, o começo pode ser o fim. O fim pode ser o miolo. O miolo pode ser os créditos finais. E o trailer pode ser a conclusão. Ok, viajei agora, mas vocês entenderam. Se perderem um minuto do filme, vão ficar boiando. Muito.

E o que faz de Pulp Fiction um clássico? Você quer saber que merda faz essa porra desse filme um clássico, seu filho da puta? Er… desculpe, empolguei com o assunto.

Bom, na verdade, não existe uma característica só que faz do filme a referência que ele é hoje. São vários elementos, que vão da trilha sonora, passando pelas inúmeras situações que misturam tensão e comédia, até os já manjados e intermináveis diálogos sobre NADA, e que você não consegue esperar pelo próximo.

Enfim, Tarantino é mestre. O cara não tá nem aí, copia todo mundo, mas copia com estilo. Dá uma identidade nova pra coisas que já não são novidade. Dá pra notar um pouco de influência em cada cena. Isso fica ainda mais evidenciado em Kill Bill, mas isso já é papo pra outro Cine Retrô.

O elenco é outro ponto positivo. Em especial os coadjuvantes! Cada personagem secundário traz um pouco de riqueza pro filme. E acredite, são muuuitos personagens secundários. É impressionante como a história vai se desviando do começo do filme. Claro que de uma maneira muito bem contada.

Fique ai com o trailer. E se você ainda não viu, corre pra locadora seu maluco! Assista logo essa joça!

4 Comentários para “Girl… you’ll be a woman soon.”

  1. André Biga Disse:

    Sem falar que este filme resgatou alguns atores que estavam decadentes na época, por exemplo: John Travolta e Uma Thurman.

  2. Renato Bontempo Disse:

    Fiquei com vontade de ver novamente.

  3. Tiago Lambão Disse:

    Caralho… bom demais esse filme.
    E o melhor. R$ 19,90 no Submarino.

    Já comprei o meu.
    http://www.submarino.com.br/dvds_productdetails.asp?Query=ProductPage&ProdTypeId=6&ProdId=90253&ST=SR

  4. dani langer Disse:

    duas das características que penso ser diferenciais no Pulp Fiction são a montagem e a decupagem de algumas cenas.
    Contar a história totalmente fora de ordem não chegou a ser uma novidade no cinema, mas foi impactante a forma com que o Tarantino realizou: não acontece “do fim ao início”, ou com flash backs pontuados. As tramas correm do meio-fim-inicio-meio-fim, mudando a direção conforme muda o foco narrativo (que persegue sempre a “personagem principal” de determinado conjunto de cenas).
    Tudo isso com planos absurdos, como a tomada onde a câmera em vez de estar no ombro de Uma Thurman, esta em sua bunda, parece retomar e brincar com os principios do cinema francês.
    É empolgante ver que a estética da violência empregada pelo diretor não se limita a ação da cena, mas também percorre o talentoso e minucioso trabalho de diretor.

Fala alguma coisa!


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