“Brand Equity” não é nenhum novo astro de Lost.

Post especial por CARLOS ANDRADE
Não é de comer nem de passar no cabelo, mas a “equidade de marca” abre os olhos de muitos empresários. Experimente!
Há algum tempo atrás, não mais que uns 50 anos, a marca era apenas como mais um dos itens para se chegar ao valor final da empresa. Uma empresa, quando muito, tinha sua marca incluída como um ativo no balanço. Mas o modelo mudou, fundamentalmente devido à explosão da livre concorrência, e consequentemente, do mercado global.
E foi na evolução de todo este contexto que a Equidade de Marca (“vulgo” Brand Equity) se desenvolveu, aprendendo com os tropeços e acertos das empresas.
As empresas que sempre realizaram ações e focaram suas mensagens sistematicamente nos desejos dos consumidores se deram bem (até hoje, isso é muito difícil de entrar na cabeça de alguns empresários). Hoje o patrimônio líquido de muitas empresas não chega a valer um terço de sua marca.
Papai ilustre: O Capitalismo.
O Brand Equity não nasceu de grandes departamentos de marketing, e sim da necessidade do mercado de capitais ter “mais garantias”, uma vez que o patrimônio físico da empresa não garantia mais sua competitividade mercadológica e muito menos sua rentabilidade.
Especulativos por natureza, os financeiros “viram” que a galinha dos ovos de ouro agora era o valor percebido que o consumidor tinha com relação a uma marca e o que determinava o nível de lealdade por aquela empresa. E é exatamente este nível que é a garantia de competitividade, rentabilidade e perenidade da empresa. Até mesmo produtos recém lançados não conseguem manter sua exclusividade por muito tempo. Isto é fato.
Com a palavra o Papa.
Segundo David Aaker - o Papa - o Brand Equity é “um conjunto de ativos e passivos ligados a uma marca, ao nome e ao símbolo, que se somam ou se subtraem do valor proporcionado por um produto ou serviço para uma empresa e/ou para os consumidores dela”.
Bom; se você não entendeu nada, nem eu. Vamos tentar com alguém que fala a nossa língua. Para José Roberto Martins, Equidade de Marca “é tudo aquilo que uma marca possui, de tangível e intangível, e que contribui para o crescimento sustentado dos seus lucros”.
Aaker ainda acrescenta: “O modelo de liderança de marca baseia-se na premissa de que a construção da marca não apenas cria ativos, mas também é necessária para o sucesso (e, freqüentemente, para a sobrevivência) do negócio”.
É qual o papel da agência nisso tudo?
A marca (galinha dos ovos de ouro) quando bem construída, oferece diferenciação e valor; é uma entidade com personalidade independente e está além do produto. Aaker considera “a marca um componente estratégico tão fundamental, que para ela ter sucesso é necessário uma eqüidade de marca consistente e diferenciada, concebida através de elementos que vão desde a sua conscientização ao campo das associações exclusivas e singulares”.
A publicidade atua metodicamente na Diferenciação da empresa e seus produtos, devido a similaridade de produtos e serviços. A agência tem o papel fundamental na construção de uma equidade de marca forte, aplicando a marca de seus clientes de forma responsável e cuidadosa, usando associações positivas em todas as campanhas, monitorando a percepção que os consumidores apresentam após suas ações.
Olha a “Pobreza” – as marcas mais valiosas mundo.
Das brasileiras, apenas Petrobras aparece entre no ranking de 250. Em contraponto os “gringos” dominaram.
1 ) Coca-Cola - US$ 43,146 bilhões
2 ) Microsoft - US$ 37,074 bilhões
3 ) Citibank - US$ 35,148 bilhões
4 ) Wal-Mart - US$ 34,889 bilhões
5 ) IBM - US$ 34,074 bilhões
6 ) HSBC - US$ 33,495 bilhões
7 ) General Electric - US$ 31,850 bilhões
8 ) Bank of America - US$ 31,426 bilhões
9 ) Hewlett-Packard - US$ 29,445 bilhões
10 ) Marlboro - US$ 26,990 bilhões
Fonte: Brand Finance
Obs: Para quem se perguntou, onde está o Google (o todo poderoso) nesta lista? Ele aparece em 15º lugar na lista geral, com valor de US$ 24,6 bilhões, em sua escala rumo ao topo. Dúvida? Aguarde cenas do próximo capítulo.
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9 de fevereiro de 2007 as 2:07 am
Parabéns a todos pelo site. Em especial à quem escreveu este texto, uma excelente leitura.
Um grande abraço.
J. Vereda
9 de fevereiro de 2007 as 2:48 pm
Excelente texto! Parabéns…
Porque você não dá aula na ESAMC? Eu só consegui entender
o que é Brand Equity depois de ler esse texto…rs
Abs
10 de março de 2007 as 1:36 pm
Bom texto. Simples e claro. Só falta muitos diretores de mkt e donos de empresas perceberem que tb são donos de identidades. E que vale a pena cuidar bem dessa pessoa que tem nome, cara, moral e valor.
12 de junho de 2008 as 7:42 pm
Só tenho a agradecer, sou estudante de administração e minha professora de marketing pediu para pesquisarmos o que era Equidade da Marca. Caiu como uma luva… Não tem como errar. Valeuuuuuuuuu
10 de outubro de 2008 as 5:41 pm
Olá, ou estudante de relações públicas, e fazendo um estudo para Comunicação empresarial, cai aqui, e achei muito bem colocado esse fenômeno! Só queria responder sobre o Google: Um ano depois, e o valor dele já passou da Coca-cola- US$ 187 MILHÕES! É, espantoso!! Abraços!
4 de novembro de 2008 as 12:20 pm
Estou fazendo marketing, e gostei muito da forma que foi colocado o resumo sobre
Brand Equity.