Night Ripper: direito autoral não existe.

Quer ser da “galerinha descolada” e curtir sons alternativos e diferentes? Aqui é seu lugar, vamos falar também de alguns sons que talvez você goste.
Gregg Gills sob o pseudônimo Girl Talk lançou no final de 2006 o álbum “Night Ripper“. Gregg usa um estilo de remix conhecido como mashup, que consiste em misturar músicas com novos samples, como ele mesmo disse a Folha de São Paulo, esse álbum é uma colagem de músicas.
“Gosto de recontextualizar elementos familiares em músicas novas e estava querendo fazer um disco divertido, apenas com samples. O som do disco é baseado nas minhas apresentações ao vivo, quando eu misturo um monte de loops e samples tirados de um set predeterminado.” Diz o produtor.
Aparecem no álbum trechos de músicas conhecidas como “Where’s my Mind“, dos Pixies, “Bittersweet Symphony“, do Verve, “Wonderwall” do Oasis, tudo isso misturado com muitos vocais de rap.
Mas o que fez esse álbum parar no meu ipod não foi as músicas que são realmente boas, foi a publicidade espontânea que o álbum ganhou pelo fato do produtor não ter pago nenhum direito autoral sobre os 200 samples utilizados, ele nem perguntou se podia, foi logo mixando. Olha só o nome da gravadora dele: Illegal Art.
E já que ele não se importou em pagar os direitos autorais, não fique constrangido em baixar o CD pelos torrents, se você é ligado em música eletrônica, vai gostar muito.

